27 de julho de 2011



Estamos na Praia de Boa Viagem, no apartamento de Mário, uma bela cobertura de frente pro mar. Porém nesses 3 últimos dias que estamos aqui o tempo está completamente nublado e chuvoso, impedindo que a vista fique ainda mais bonita. Isso faz com que fiquemos praticamente trancados em casa. Aproveitamos então para descansar, dormir bem, atualizar o diário de bordo e colocar a conversa com o Mário em dia.

Aproveitamos para visitar o Tácio e conhecermos sua coleção de motos. São mais de 40 motos desde as mais antigas da época da Segunda Guerra Mundial até as atuais.

Entre nossas conversas e relatos das viagens anteriores feitos por eles, decidimos finalmente a nossa rota dessa nova aventura. Tácio e Mário, viajantes experientes, nos aconselharam a não passar pelo Acre, pois teríamos que voltar a Brasília, Mato Grosso, Rondônia e só depois Acre e Peru em diante.

Então concluímos que a melhor rota será de Recife a Natal, depois Fortaleza, Teresina, Belém. Lá pegaremos um barco por cinco dias no Rio Amazonas e iremos até Manaus, depois seguiremos para Boa Vista, em Roraima.

Entraremos pela Venezuela, com possibilidade de pegarmos um barco até Cuba ou seguirmos de moto mesmo para Colômbia. Já na América Central, faremos Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala e México. Em Nova Laredo, ainda do lado mexicano, cruzaremos a fronteira com os Estados Unidos entrando por Laredo, no Texas, chegando finalmente a Luisiana, em Nova Orleans, na casa de Hans.

Por lá vou descansar alguns dias e depois Hans me acompanhará ate Miami, onde embarcarei minha moto de avião ate São Paulo e de lá, irei sozinho até Palmas no nosso Tocantins.

Eu, com minhas primeiras experiências de estradeiro e com meu estilo curioso de pesquisador interessado em conhecer e provar as culturas diferentes, continuo me relacionando e interagindo com cada nativo, experimentando suas comidas típicas, aprendendo seus costumes e conhecendo as peculiaridades de cada país.

Gostaria que as viagens pudessem ser menos corridas, pois esses meus amigos simplesmente “passam” pelos lugares. Sempre tento convencer o Hans a ficar umas horas a mais para tentarmos esse contato mais próximo com cada região que passarmos e conviver um pouco mais com as pessoas de cada local.

Ao mesmo tempo, vou notando que uma “Febre das Estradas” vai me contagiando também e a gente vai ficando com “fome” de milhas e milhas e me pego aqui em Recife, em plena época de férias com praias lotadas, quando poderia dar uma relaxada, trancado em um apartamento fazendo planos de roteiros e viagens e louco pra cair no mundo.

Amanhã cedo estaremos “on the road again”...

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