De Teresina à Belém


Depois de Teresina pegamos a BR-316 para enfrentar os quase 900 km até Belém. Entramos novamente no velho e bom Maranhão, onde o povo ajuda na construção e manutenção do novo e também bom, o meu Tocantins. Ao ver uma placa na cidade de Santa Inês (onde mentalizei muita energia boa para a Tia Fátima que é de lá), indicando o acesso a Açailândia e Estreito. Notei o quanto estava novamente perto de casa, mas isso era só pra dar um gostinho a mais na saudade, pois meu caminho ainda será longo antes da alegria da volta.

Ainda na BR-316 pra aumentar mais ainda a sensação de estar tão perto de casa, passei por Gurupi, mas não o “Gurupizão de açúcar” do meu Estado, onde mora minha afilhadinha Mariana, filha do meu irmão Betinho e da Paulinha, mas Boa Vista do Gurupi a primeira cidade do Estado do Pará.

Passamos ainda por vários povoados e cidades do Maranhão como Codó, Bacabal, (onde a Gold Wing tocava o “Pequi Blues Balad” do nosso Chiquinho Chocolate), voltam ao cenário os familiares babaçus por toda a paisagem.

Ao pararmos pro almoço, num povoado de nome Zé Doca, além do sucesso das motos, quem ficou de coração abalado foi meu parceiro Hans, pois no restaurante haviam algumas senhoras maranhenses que vieram a nossa mesa fazer perguntas e elogiaram não só a resistência e disposição de meu parceiro como também seus olhos azuis. De volta às motos, comentei com Hans do interesse das distintas mulheres por ele, quando, sem muita empolgação, me respondeu: “Será que era mesmo por mim, Diomar?”

Paramos para pernoitar numa boa cidade a 160 km da capital, de nome Capanema. No café da manhã conhecemos dois franceses que moravam nas Guianas e que estavam em suas motos descendo até Teresina. Eram motos off-roads e era notável a cortesia e a união que envolve os viajantes, como já citei anteriormente. Isso nos possibilitou uma troca de informações, fotos e curiosidades.

Antes de chegar a Belém, diminuíram os babaçus e surgia uma paisagem repleta de grandes pastagens e fazendas muito grandes e bem cuidadas, enormes castanheiras e aquelas tradicionais casinhas feitas em madeira, características no Estado do Pará. Desviamos 40 km e entramos na Ilha de Mosqueiro por uma grande e bela ponte sobre um braço da Baía de Marajó, pois o Hans desejava ver se reencontrava alguns amigos estrangeiros da África do Sul que há anos ele não encontrava e que viviam ali.

Como ele não tinha o endereço, fomos até a subprefeitura local buscar informações e não descobrimos, pois ficamos sabendo que a ilha era muito grande. Então fizemos uma parada a beira mar pra fotos e filmagens, quando nos informaram que aquela era uma praia de muito sucesso no estado com um mar calmo e sem ondas e uma orla bem animada, a qual era a mais frequentada do Pará em época de temporada de férias.

Após uma tarde andando pelas ruas estreitas e tumultuadas do centro de Belém, para comprar toalhas a serem usadas enquanto estivermos a bordo do barco que embarcaremos, saímos à noite pra jantar um delicioso “Peixe ao Tucupi” com Alex, um motociclista que fazia parte de um grupo que viajava pelo estado do Pará levando ajuda humanitária como assistência médica, donativos e amizade às comunidades carentes. Ele nos auxiliou bastante e nos foi recomendado por nosso amigo Tácio, de Recife.

Alex nos levou primeiro pra conhecer seus amigos reunidos numa bela praça no cais da Baía de Guajará e muito nos ajudou no contato e tumultuado embarque no Catamarã Rondônia, de onde escrevo esse relato.

Um comentário:

  1. Capanema,lugar que nascí e Belém ,minha terrinhaaaaa,lugar que amo e sinto saudades,só de ler teu relato sobre belém,posso sentí o cheirinho de lá..........e a saudade,doeu..!!!!

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