Embarque ao Catamarã


No embarque das motos passamos por alguns momentos estressantes, pois era geral a desorganização e a movimentação causada por barulhentos e competitivos agentes de viagem querendo agarrar clientes, carregadores de malas e objetos com seus carrinhos descontrolados, vendedores ambulantes e pedintes.

Havia também alguns oportunistas e aproveitadores, todos muito pegajosos que, ao verem um “Gringo” característico como o Hans e motos tão grandes, pensam que podem logo ir tirando proveito na esperança de arrancar dinheiro, muitas vezes de forma não muito honesta.

Mas nada se compara aos policiais civis, militares e seguranças do porto que sempre, de alguma forma, querem dificultar nosso embarque com regras e normas inexistentes para mostrarem autoridade e, consequentemente, exigirem algum dinheiro para facilitarem as coisas. Porém sabemos que iremos passar por tudo isso de novo em todas as fronteiras que cruzaremos pela frente.

Motos embarcadas, Boulevard na proa e Gold Wing no porão junto com cargas de cebola e frango congelado, nos acomodamos em nosso pequeno camarote.

Ficamos até o anoitecer reconhecendo o ambiente do barco em meio a tanta gente armando redes, ajeitando bagagens e pertences, crianças correndo e chorando, gringos impressionados, tripulação agitada e um pôr do sol carregado de um arrebol vibrante e soberano.

Salve, salve, Belém do Pará! Adeus! Espero regressar um dia e talvez conseguir pronunciar sem gaguejar o nome da simpática cidade de Ananindéua.

Manaus, aí vamos nós...

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