22 de julho 2011



Saímos de Palmas no dia 22 de julho. Na primeira viagem saímos também num dia 22 de outubro de 2002, coincidências que estarei sempre narrando, pois não planejamos nada e tudo foi simplesmente acontecendo. Chamo coincidências, pois eu sempre acreditei que nessas “coincidências” que mora Deus.

Os fatos da primeira viagem vocês poderão conferir com os escritos da Taizinha com mais qualidade de edição, pois não tenho muita habilidade para escrever e não pretendo me passar por escritor profissional pois nem amador eu sou, mas vou escrevendo. Como diz meu grande amigo Sebastião Pinheiro, vou escrevendo “com a caligrafia do coração”, narrando com toda carga emotiva por esse meu jeito metido a poeta e, assim que possível, ilustrando com algumas fotos e vídeos para, no mínimo, despertar o interesse e a curiosidade dos meus amigos que poderão nos acompanhar quase de imediato e virtualmente na nossa garupa.

Todas as experiências que certamente iremos passar nos próximos 2 meses ou mais, tempo que calculamos durar essa nova aventura sobre duas rodas. Ainda o conforto de saber que, depois de terminada essa história, ainda poderei entregar a um profissional como meu “mestre” jornalista e escritor Tião Pinheiro para correções e formatações corretas gramaticais e demais correções Me aguarde e me guie, São José de Monte Alegre!

Voltando à nossa saída de viagem, noto que desta vez tenho mais experiência, coragem e estou mais preparado. Na primeira viagem eu fiz as malas com apenas 2 calças, 3 cuecas, 3 meias, 3 camisas e muita disposição, pois mais que isso um motociclista não tem espaço para carregar. Eu prefiro o nome “Motoqueiro”, mas meus amigos do Moto Clube que participo me matariam se eu dissesse. Levo também um equipamento de gravação em vídeo (uma câmera profissional de vídeo e outra de fotos) e, como não poderia faltar, a minha inseparável e companheira viola, amarrada na garupa. Além disso, trago também mais uma carga imensa de saudade e solidão por deixar um amor pra trás. Esse mesmo amor, em contrapartida, me motiva a voltar, pois como diz “São José de Monte Alegre”: “Um homem não tem precisamente que partir mas tem que ter pra quem voltar”...

Escolhemos uma rota passando pelo norte do Tocantins. Entramos pelo Maranhão, em Carolina, e fomos dormir na pequena cidade de Riachão. O nosso próximo destino é a cidade de Recife para encontrarmos outro amigo motoque... (opss!!!) motociclista de nome Mário. Hans também o conheceu no mesmo ano de 2002 quando quis pedir informações sobre as três possibilidades de rota que teríamos para seguir. Mário também é um viajante antigo que tem mais de 1 milhão de kms rodados de moto pelo mundo e ele já fez essa rota algumas vezes. 

No primeiro trecho de nossa aventura saindo do Tocantins pela simpática cidade de Filadélfia, conheci a balsa que atravessa o Tocantins e chega do outro lado em Carolina, já  no Maranhão. Hans comentou que não imaginava que pra chegar no Tocantins teria que passar por “Carolina, Filadélfia e Nova Iorque do Maranhão”. Risos. 

O rio cheio pelo lago da barragem de estreito, se apresenta bem largo e muito bonito, uma paisagem exuberante que registrei na minha câmera, aproveitando sempre o grande movimento que as motos atraem, aliadas à surpresa e às curiosidades das pessoas quando sabem que esse cabeludo, junto com um homem de 85 anos, estão a caminho dos Estados Unidos da América naquelas motos. As pessoas ficam sempre admiradas.

Depois de Riachão, rodando pouco mais de 500 kms pelo fato de termos saído de Palmas na metade do dia, pegamos pesado para recuperar o tempo perdido e fizemos mais de 700 kms até chegarmos em Picos, já no Piauí, para pernoitarmos. Jantamos e, logo após, comemos um abacaxi que viajou na garupa do Hans de Miracema até ali.

Encontrei há pouco um motociclista, para o qual li o que estou escrevendo, em busca de uma opinião sobre o meu estilo de contar a história. Todos eles têm a tradição de fazer um diário de bordo.  Ele me aconselhou escrever mais objetivamente, com poucas palavras, pois os motociclistas, em geral, não gostam de ler muito e pulariam a parte filosófica das minhas narrativas se interessando mais pela parte prática e informativa de meus relatos. 


Então cabe aqui eu me justificar: é que tenho uma alma metida a poética, além de tempo e paciência. Nos meus relatos pretendo passar as experiências, rotas, caminhos, imprevistos e, além disso, tentar passar, a quem interessar possa, as lições e experiências que me ajudaram e ajudam para o meu crescimento espiritual, através do contato direto com as pessoas e diferentes culturas do planeta, aproveitando para fazer uma reforma moral.


Portanto, o blog será organizado de forma que, pelo link, a pessoa vá direto ao que procura.

Um comentário:

  1. A ousadia precisa fazer parte de nossas vidas,mas tantas vezes preferimos sentar e só sonhar e imaginar,pq o comodismo é melhor que a atitude de ousar.Esquecemos que a felicidade tambem está no novo,nos desafios,pq atraves dos desafios nos descobrimos,mas,por tantos motivos nos acomodamos no cotidiano e a vida vai passando e nossa vida passa junto,mas com um diferencial...sem experimentarmos o sabor de ser feliz na ousadia.Apredí a te admirar por essa ousadia e esse sabor pela vida que vc tem.
    parabens,por mais essa jornada e eu vou com certeza nessa garupa,sonhando,mas na certeza de que um dia será a minha vez....bjos!!!!!

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