Manaus


Na estrada para Manaus já vamos notando a diferença da paisagem, onde grandes árvores e uma vegetação muito densa margeia a estrada sem acostamento e em terreno acidentado, que vai nos mostrando já estarmos na floresta tropical Amazônica. Sem fazendas, sem pastagens e sem cercas nessa região, o clima continua quente e muito húmido. Notamos ainda, entre os altos e baixos do terreno, alguns lagos de água muito limpa e escura, profundas e paradas.

Vejo caminhando tranquilamente à beira do caminho, alguns “caboclos” de espingarda na mão, certamente nativos, frutos da miscigenação de três etnias básicas: o índio, o europeu e o negro.

A moto do Hans passa por mim tocando a canção Castigo, de Dolores Duran, cantada por mim. Como é divertido ver essa gente simples ouvindo, daquela moto grande, músicas que devem ser tão desconhecidas para eles e mais ainda o cantor!

Manaus, capital do Estado do Amazonas, é o principal centro financeiro, corporativo e econômico da Região Norte do Brasil. Uma cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo. Situa-se na confluência dos rios Negro e Solimões. É a cidade mais populosa da Amazônia e uma das cidades brasileiras mais conhecidas mundialmente, principalmente pelo seu potencial turístico e pelo ecoturismo. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos templos, palácios, museus, teatros, bibliotecas e universidades. O nome Manaus significa "Mãe dos deuses", em homenagem à nação indígena dos manaos. Ficou conhecida no começo do século XX, na época áurea da borracha.

Hans conheceu em Nova Orleans a viúva de Chico Mendes, o grande líder sindicalista que lutava pela preservação da Amazônia, pessoa de destaque não só nessa região, mas em nível de Brasil. Chico Mendes, ainda criança, começou seu aprendizado do ofício de seringueiro, acompanhando o pai em excursões pela mata. Só aprendeu a ler aos 19 e 20 anos, já que na maioria dos seringais não havia escolas, nem os proprietários de terras tinham intenção de criá-las em suas propriedades. participou ativamente das lutas dos seringueiros para impedir o desmatamento através dos "empates" - manifestações pacíficas em que os seringueiros protegem as árvores com seus próprios corpos. Organizava também várias ações em defesa da posse da terra pelos habitantes nativos.

Ficamos no centro da cidade, no Hotel Krystal, e tive a mesma impressão de Manaus que tenho de outras grandes cidades. Com seus 1,803 milhões de pessoas, tem com ruas apertadas, conturbadas por vendedores ambulantes e lojas de produtos importados por todo lado e manauenses (ou manauaras), tentando sobreviver vendendo suas bugigangas importadas no grito e na raça. Ali comprei uma camisa do Mengão e outra da Seleção Brasileira, pois sei que farão sucesso por aí, nos países estrangeiros.

O clima é muito incômodo com um calor úmido e o ar muito poluído pelo grande tráfico de carros. Com aquele calor insuportável, vou pensar duas vezes antes de falar mal do nosso calorzinho do Tocantins e do Goiás.

Saí na manhã seguinte para trocar o óleo da Minha “Negona” deixando Hans descansando e fui atendido numa concessionária Yamaha por um conterrâneo de Goiânia que apressou o serviço. Na volta ao hotel tive a agradável surpresa de encontrar nosso amigo Polaco Andrjei que conhecemos no barco.

No outro dia, saímos de Manaus depois de fazermos uma parada para gravação do meu documentário em frente ao belo Teatro Amazonas. 

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