Pacaraima é a última cidade brasileira – corrigindo o último relato onde falei o nome de outra cidade. É uma balbúrdia total de mistura de Venezuelanos e Brasileiros e seus comércios misturados.
Dormimos ali na esperança de sair bem cedo, cruzar a fronteira e andar uns 600 km pela Venezuela, mas novamente tivemos os planos interrompidos pela burocracia, tanto do lado brasileiro como, principalmente, do venezuelano.
Nos pediram alguns documentos e tivemos que voltar para tirar, no posto do DETRAN de Pacaraima, um seguro internacional de R$150,00 reais por moto para rodar na Venezuela. Tivemos também complicações na Receita Federal Brasileira por não darem nenhum documento que atestava que eu estava saindo do país com minha moto. Já tive um problema assim na viagem de 2002, quando exigiam tal documento e queriam que eu importasse minha moto brasileira emplacada em Palmas – TO.
Graças a um telefonema ao nosso eterno salvador Tácio, de Recife, fomos informados que era somente pra eu conseguir um documento que atestasse minha passagem pela fronteira e que a tal “importação temporária” havia sido extinta pelo governo Lula.
Seguimos viagem para o exterior.
Mas, antes, adivinhem que chegou por trás e bateu em meu ombro no guichê? Acertou! De novo o “Nosso Polaco”, revoltadíssimo por ter pago pelo seguro do carro mais de R$600,00 reais, pois teve que pagar com validade pra um ano.
Passamos o dia todo nessa luta e, depois de tudo resolvido dormimos num bom hotel chamado Anaconda, já do lado da Venezuela. Trocamos dinheiro para a moeda local, o Bolívar.
Quanto ao “Polaquinho”, pedi à direção do hotel que o deixasse dormir em seu carro no estacionamento e fui prontamente atendido. Permitimos que usasse nosso banheiro para o banho.
No outro dia, saímos cedo de novo rumo ao desconhecido país de Hugo Chávez.
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