7.239 km rodados


Completamos nosso primeiro mês de estradas e rios. Já rodamos 7.239 km. Chegamos finalmente à nossa primeira capital do primeiro país dos 10 que ainda estão por vir.

Quando o navegante expedicionário Américo Vespúcio, que era italiano, passava por essas paragens, avistou casas sobre palafitas fixadas sobre os lagos e disse “parecer uma pequena Veneza”. Mal sabia ele que estaria batizando um futuro país rico em petróleo com um povo baseado na miscigenação e na rica combinação de heranças de ameríndios, africanos e europeus (principalmente espanhóis, os primeiros colonizadores), e também de raças indígenas destacando os índios Caribés, os Aruaques e os Cumanagatos”.

Depois dessa pequena história sobre a “República Bolivariana”, (em homenagem ao espanhol Símon Bolívar, grande herói da independência como o nosso Dom Pedro I no Brasil, que também é homenageado pelo nome da moeda local o “Bolívar”, 1 Bolívar equivale hoje a 4.7 reais), podemos relatar que chegamos finalmente a nossa primeira capital do primeiro pais dos 10 que ainda estão por vir.

Optamos por ficar às margens dessa metrópole, para não perdermos tempo com as dificuldades já conhecidas que os motociclistas enfrentam ao chegar a grandes cidades como trânsito tumultuado, falta de conhecimento de endereços e perigo de assalto e violência. Também por não representarem muito na expressão cultural de cada país pois, como toda grande cidade, vai perdendo sua identidade para problemas comuns a metrópoles de países subdesenvolvidos, como a desorganização do tecido urbano, áreas verticalizadas e outras que sofrem com a carência de infra-estrutura e desenvolvimento (favelas), violência, entre outros.

Hospedamo-nos em um elegante hotel em uma cidade satélite dessa “Grande Caracas” oficialmente chamada de “Santiago de Leon de Caracas”, onde fomos recebidos ontem, nos últimos 60 quilômetros, por nossa primeira chuva na estrada e um grande engarrafamento na via costeira, a qual percorríamos desde a cidade de Barcelona. Ali, a inexistência de acostamento e pinturas no asfalto faz muita falta e torna a jornada mais arriscada, situação que persistiu por todas as estradas desde que passamos pela fronteira com nosso Brasil, com exceções de algumas autopistas de três vias em cada sentido nas proximidades e ligação de alguma cidades como “Ciudad Bolívar”, “Barcelona” e “El Tigre”.

Só não me acostumei ainda a comer abacate cru junto com saladas e nos sandubas salgados. Risos.

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