Foi diferente a sensação de me sentir estrangeiro novamente, pois havia esquecido, nesses nove anos que se passaram desde a viagem de 2002. Lembrei-me da música que Fagner canta: “Não nasci pra ser guerreiro, nem infeliz estrangeiro, sou mais feliz Brasileiro e não invejo o dinheiro nem diploma de doutor”...
Cada vez mais vou deixando pra trás o orgulho e a razão, deixando-me levar não só pelo motor, mas também pelo sentimento e pela intuição. Tenho me sentido assim cada vez mais liberto.
Já na estrada, andei alguns minutos atrás de uns desses carrões enormes americanos, o Chrysler, feio e velho, sabendo que veria muitos outros pelo resto da viagem na Venezuela. Essa quantidade só pode existir em países cuja gasolina seja muito barata. Li no vidro de um deles escrito assim: “não me envides, superame”
Amanhã partimos para a fronteira com a Colômbia para a cidade de Cartagena e devemos chegar a três dias se tudo correr bem.
Amore,
ResponderExcluirCada texto que leio é uma nova emoção.
Parabéns, fico orgulhosa de sua coragem!!!
Imagino o quanto é bom ser livre, não essa liberdade que todos tem "de ir e vir", mas a liberdade de se permitir "ter espírito livre".
Parabéns ao Hans por ter você como amigo, já gosto dele sem conhecê-lo, e parabéns a você por ter encontrado o Hans e ter mantido essa amizade tão saudável que alimenta seu espírito livre.
Bjokas a todos.
Obrigada pelo convite...é um prazer seguir este blog...viajar é comigo :)
ResponderExcluir