Meu parceiro Hans, mais uma vez me surpreende com suas sete vidas vividas, dessa vez, contando que também já esteve aqui, nesse porto, em 1946, quando tinha 20 anos de idade, à bordo do navio de guerra de nome “Gotlaned”, da marinha Sueca, onde estavam em um exercício e treinamento para cadetes.
Outro dia em um de nossos papos, filosóficos, dessa convivência intensa e educadora, tentando dar um de bom conselheiro, disse ao meu amigo Hans que ele devia aproveitar muito a vida pois com tanto trabalho que teve pra acumular um patrimônio que lhe permitia desfrutar dos anos que ainda tinha pela frente sem se preocupar com mais nada e levando uma vida muito divertida e de farturas, já que tem tanta saúde e disposição, e que “caixão não tem gaveta”. Ele me respondeu sorrindo, assim: “eu prefiro escolher, NÃO MORRER”...
E da Gold Wing se ouvia Sá e Guarabira cantando: “eu conheci um velho vagabundo, que andava por ai, sem querer parar, quando parava, ele dizia a todos que seu coração ainda rodava pelo mundo...”
Vou também observando nas estradas do litoral Colombiano muitos vendedores, tanto nas estradas com nas cidadezinhas que vamos cruzando, de gasolina e diesel em galões de 50 litros empilhados na lateral das rodovias, sem nenhum cuidado com armazenamento e sendo transferido para os compradores em mangueiras e baldes, um perigo só!...
Paramos pra comer em um restaurante simples no povoado de “Macao”, onde nos serviram primeiro uma sopa contendo milho (Maiz), ainda no sabugo, flutuando em um caldo ralo, acompanhado de mandioca (Yuca), banana (Banano), e costela de vaca cozida. Depois arroz, mandioca frita, e salada com repolho e tomates.
Mais jumentinhos na estrada, e a paisagem típica litorânea com terreno arenoso, os mandacarus de sempre e mais uma chuva se formando no céu, onde vejo nuvens carregadas de cores escuras, sempre assustadoras pra nos motociclistas, me fazendo torcer pra que elas que estão mais a direita continuem se desviando para esse lado, pois nossa rota esta tendendo a esquerda e assim escaparmos de um banho frio, de perigos e de atrasar mais a viagem.
A 200 km de Cartagena vejo vendedores de mariscos, frutas e bananais por toda parte, onde os cachos de banana são revestidos um a um com sacos de plástico e imagino que pra proteger de insetos, pragas e pássaros, mantendo a ótima qualidade da fruta pra exportação.
Chegamos finalmente em Cartagena, onde já contei em relato anterior a maravilha e o encantamento desse lugar, que pretendo voltar o mais breve possível pra uma temporada de descanso. Mas dessa vez de avião e com a namorada.
Enquanto isso no meu ipod, Chitãozinho e o Xororó cantam agora “andei, andei, ate encontrar, em meio à natureza, no coração sertanejo é que é o meu lugar. Aqui não se vê tristeza, em meio à natureza, no coração sertanejo, é que é o meu lugar...”
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