Voltemos ao ponto de parada do último relato onde estávamos ainda no Catamarã Rondônia aguardando a chegada a Manaus que estava prevista para as 22:00hs.

No último porto de parada na cidade de Itacoatiara, a 250 Km da Capital, decidimos descer as motos e seguir rodando esse trecho pois além de evitar o conturbado e grande porto de Manaus, ainda ganharíamos tempo pois eram então 9:00hs da manhã e poderíamos aproveitar mais o dia para algumas providências necessárias para continuar nossa aventura.

Descemos as motos sob olhares dos quatro andares do Rondônia, olhares curiosos e talvez saudosos dos passageiros restantes, tripulantes e amigos conquistados e acostumados com os dois cabeludos que deixaram marcas e alguma saudade nos cinco dias de convivência. Naquele momento, como na vida, vendo cada um seguir seu próprio caminho e cumprir seus destinos definidos por suas escolhas.

Faço uma referência especial aqui para um rapaz de nome Clóvis, carioca, bem informado e solitário que muito conversei e me contou que havia largado sua família no Rio de Janeiro e seguia atrás de uma índia da etnia Ticuna e ainda percorreria sete dias em outro barco e mais uma caminhada ate a Aldeia no alto do Solimões, para viver junto e nos costumes daquele povo.

“Cada ser em si carrega o dom de ser capaz, de ser feliz”...

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