Adios, Costa Rica!!!


Saímos de “San José” novamente no cantar do “gallo”, (por falar em Gallo adorei uma comida típica deles que se chama “Gallo Pinto”, que nada mais é que nosso “Baião de Dois”, arroz com feijão, só que o deles é um feijãozinho preto e colocam temperos fortes como quentro, salsa e a sempre presente pimenta).

Um detalhe interessante que vale contar da Costa Rica que esqueci, la não existe exercito, isso mesmo eles não tem forcas armadas e isso é proibido em lei constitucional. Perguntei ao meu amigo Rodolfo (ex-ministro da agricultura), como fariam em caso de defesa nacional e ele me respondeu: - contratamos os Estados Unidos, assim é mais barato.

Cruzamos o que faltava desse pais e observando as pontes dessa região montanhosa, ate mesmo dentro da área urbana da Capital, sempre muito altas, tanto que eu tentava ver os rios na passagem e não conseguia. Pontes sobre rios cortando as montanhas e muita vegetação densa tampando toda visão.

Depois de rodar 90 km entramos na cidade portuária de nome “Pontaneras”, e o grande e parceiro Oceano Pacífico surge de novo à nossa esquerda a oeste, e avisto imensos navios ancorados e outros longe navegando em alto mar.

Os primeiros 150 km saindo de San José, eu fiquei um pouco apreensivo, pois vinha em minha mete sempre a lembrança incomoda da viagem de 2002 quando nessa região, onde eu havia na época, depois de ter rodado mais de 15 mil km, e justamente ali, levaria meu primeiro tombo da viagem quando sai na tangente em uma curva. Tendo que voltar a San José para consertar o manete da embreagem que havia quebrado, e ficando com a moto da época com o tanque amassado o guidão empenado, alguns danos na roupa de couro e no meu joelho, mas vivo e com muita coisa que refletir pois foi uma fatalidade no mínimo interessante que aconteceu que gostaria de relatar pra vocês agora.

Como disse, já havíamos passado pelos países: Paraguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Colômbia, Panamá e estávamos na Costa Rica. Durante quase dois meses, naquela viagem que foi mais de cinco mil quilômetros maior que essa, não tínhamos tido nenhum problema de acidente a não ser, alguns sustos ao cruzar a Cordilheira dos Andes, onde vi “neve” pela primeira vez e o deserto do Atacama.

Ate então eu, mais inexperiente que hoje, pois o mais distante que havia viajado tinha sido de Palmas a Porto Seguro na Bahia, estava deslumbrado e achando tudo muito novo e extremamente agradecido àquele Gringo, que havia aparecido em minha vida, enviado por minha boa estrela e que me proporcionava à realização de um sonho e daquela primeira aventura.

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