Já tínhamos sido alertados por motociclistas vindos do Paraná que encontraríamos na fronteira a Guarda Nacional, a qual nos daria trabalho pela arrogância e descortesia. Inclusive, contaram que tentaram enfiar as mãos nos bolsos deles pra tomar dinheiro, o que ficou comprovado logo na primeira parada para abastecer.
Os postos de gasolina (aqui chamados de “gasolineras”) são subsidiados pelo governo e, por ser extremamente barata, todos tem carros e as filas para abastecimento são longas e tumultuadas.
O exército se apresenta sempre com alguns homens no controle de tudo e um dos militares foi nos tratando com descaso nos apressando, não permitindo a Hans reabastecer nosso galãozinho de 5 litros. o da nossa reserva. Quando meu parceiro perguntou o porquê de não permitir, o soldado respondeu que era porque “ele” não deixava. Além do mais, ainda ficou questionando de onde víamos e pra onde iríamos.
Eu, do meu ladinho muito calado e receoso de ser retaliado e complicar mais a situação pra Hans que era nosso porta voz, adorei quando ele me ensinou mais uma lição: “nossos direitos não se pede, se exige”. Ao enfrentar o policial de forma respeitosa e, ao mesmo tempo firme e impositivo, Hans respondeu: "Somos viajantes dirigindo por seu país, passando e com destino à próxima fronteira e esperava ser tratado com um pouco mais de respeito por vocês."
É isso, velho guerreiro! Bota moral nesses soldadinhos feiosos! Mas, depois dessa e de mais uma parada que nos impuseram pra checar nossos documentos, não tivemos mais problemas, além de ter que aturar a cara fechada e os olhares de “malvados” que sempre nos dirigiam nas dezenas de barreiras de controle que haveríamos de cruzar.
Ola Diomar,
ResponderExcluirNos encontramos na aduana Brasil/Venezuela, sou o Jeff, um dos tres paranaenses.
Estou descansando da nossa viagem e acompanhando e curtindo a viagem sua e do Hans.
Boa sorte a voces, cuidem-se muito, que deus os acompanhe.
Jeff Chandler Pedrozo